sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Homem é promovido três vezes mais do que mulher

Pamela Lopes

Homens são promovidos até três vezes mais do que mulheres, constatou uma pesquisa realizada pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal.

Entre as quase 1.600 pessoas promovidas a cargos de gerência ou diretoria,apenas 23% são mulheres.  Vale lembrar que a pesquisa incluiu mais de 70 empresas consideradas as maiores do país .

Regina Vaz, especialista em relacionamentos e consultora empresarial explica o que a pesquisa apontou: “As mulheres estão investindo mais na carreira, mas ainda há aquele homem que ocupa o cargo mais alto e dá preferência ao indivíduo do mesmo sexo. A mulher sempre percorre um caminho mais longo do que o homem para alcançar um cargo de destaque, talvez até por puro preconceito”.

Tudo bem meninas, essa situação é passageira. Quer dizer, tomara que seja mesmo. Enquanto os homens são mais promovidos, por competência ou machismo, quem vai saber, as mulheres investem mais em educação, prova disso é que somos maioria nas universidades.




terça-feira, 10 de novembro de 2009

Reta final das modernas, mas nem tanto


Estamos na reta final da elaboração de nosso livro-reportagem "Moderna, mas nem tanto". Continuamos atentas aos acontecimentos diários no universo feminino, conhecendo novas histórias e compreendendo ainda mais os desejos das mulheres hoje. Nos últimos dias, porém, estamos nos dedicando também aos detalhes da produção de nosso trabalho.

Diagramação, arte e impressão do livro são algumas das questões que estão em andamento. Separamos imagens de mulheres que nos contam suas histórias, para que os leitores conheçam um pouco mais dessas personagens. Além disso, fizemos um ensaio fotográfico, com colaboração do fotógrafo Bruno Bocchini, de imagens que buscam representar a mulher moderna.

O resultado final estará disponível em breve. Aguardem!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Caça as bruxas

Pamela Lopes

Esses dias me peguei pensando se o período de caça as bruxas estava de volta. Estranho foi que em menos de uma semana ouvi outras três mulheres falando sobre isso. Pois é, o caso da menina da saia rosa continua e a faculdade dando seu atestado de burrice expulsou e reintegrou a aluna em menos de uma semana.

Para quem não sabe, caça as bruxas foi o período, da idade média e moderna, em que as mulheres eram perseguidas e jogadas na fogueira, por causa de qualquer motivo que a Igreja e a Corte da época julgasse forte o suficiente para matá-las, mas que na realidade não passava de preconceito e ignorância.

Das mais de 50 mil mulheres mortas, pouco lembramos. Mas talvez essa menina tenha aparecido para mostrar que pouco mudou de lá pra cá. Nas ruas ainda se houve que a culpa é dela por usar um vestido curto. Ora, que ironia... Culpar a vítima ao invés de punir as centenas de pessoas que a agrediram verbalmente e quase que fisicamente.

Talvez muitos não pensem dessa maneira, mas se hoje o comprimento da roupa qualifica uma moça como prostituta, amanhã veremos nossas filhas sendo obrigadas a casar virgem e quem sabe até nossas netas perderão todo o espaço e a liberdade que estamos conquistando.

Mulheres, cuidado, nós somos a maior vítima do machismo que nós mesmas cultivamos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Cresce o número de grávidas acima dos 30 anos


Carolina Mischiatti

Cursar a faculdade, ter uma boa posição no emprego, manter um bom relacionamento amoroso, ter uma vida financeira tranquila. Cada vez mais mulheres preferem construir uma vida estável antes de dar um dos passos mais importantes de suas vidas: engravidar.

Cresce o número de mulheres que optam por engravidar depois dos 30. O que antes era considerado gravidez de alto risco, tem se tornado cada vez mais comum entre as brasileiras. Dados do IBGE mostram que de 1991 até 2000, houve um aumento de 27% no número de grávidas por volta dos 40 anos.

É aconselhável que uma mulher que pretenda ser mãe tardiamente, procure um médico com cerca de três meses de antecedência, para realizar exames que diagnostiquem se ela está com a saúde em dia. Isso porque, apesar dos avanços da medicina, as chances de engravidar diminuem com o passar dos anos, pois os óvulos se tornam menos capazes de serem fecundados. Enquanto até os 30 anos a chance mensal é de 20%, depois dos 40, estima-se em apenas 5% as chances de engravidar, ao mês. Além disso, aumenta a probabilidade de aborto espontâneo.

Outra complicação mais comum nas grávidas acima dos 35 anos é a má formação do feto, em que o bebê pode ter Síndrome de Down ou até mesmo ocasionar um aborto espontâneo.

Mas os riscos não devem desanimar as futuras mamães. Assim como demonstra a pesquisa do IBGE, optar pela maternidade depois dos 30 está cada vez mais comum e com acompanhamento médico e um bom pré-natal é possível dar a luz na hora que decidir. Exemplos de famosas não faltam. Entre elas, Nicole Kidman, Cássia Kiss, Sílvia Poppovic, Myriam Rios...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Minissaia

Pamela Lopes

Aluna é hostilizada por usar minissaia em São Paulo. É assim que um grande portal dá a notícia:

“Uma aluna do curso de turismo da Universidade Bandeirantes, campus de São Bernardo do Campo, no ABC, na Grande São Paulo, teve que deixar a instituição de ensino escoltada pela Polícia Militar. A estudante foi alvo de ofensas de colegas, que a chamaram de "vagabunda", por estar usando uma minissaia. Alguns jovens chegaram a cercá-la e a intimidá-la”

Uma minissaia, alunos com alma de vândalos e uma aluna que não vai mais as aulas com medo. Mais que isso: uma situação que reflete uma sociedade sem respeito pela liberdade e pelos direitos das mulheres.

Quantas mulheres foram à luta para garantir que fossemos donas de nossos corpos? Quer dizer que uma mulher não pode se vestir como bem entende sem sofrer preconceito?

PRECONCEITO.

Toda mulher deveria sair pelas ruas defendendo essa garota. Mas não. Ainda vivemos em um mundo repleto de mulheres machistas, em que é mais fácil rotular de puta do que abraçar a causa de outra mulher.

Isso me dá saudade de ver as moças da Jovem Guarda quebrando as regras para poderem mostrar suas pernas e das mulheres do feminismo, que lutaram tanto e hoje parecem esquecidas em meio a atitudes como essa!

Fonte: globo.com

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A menina e a enchente - uma história de superação

Natacha Braido

“Nasci numa casa em Santo André em que dava uma super enchente. Meu pai assalariado, trabalhando sozinho. Normalmente em cada enchente a gente perdia tudo, tudo que tinha dentro de casa. Aí tinha que recomeçar, comprar tudo de novo. Depois eu fui trabalhar, estudar e sempre me mantive. Aí casei vim morar em São Caetano, você sabe o que é isso, pra uma criança que saiu da enchente? Vim morar num apartamento no 12º andar. Eu saia na janela e não acreditava que era eu. Você acredita nisso? Parece bobeira, não parece? Mas aquela menininha, que limpava enchente... A vida da umas guinadas que são muito interessantes.”

As palavras emocionadas de Maria Cristina Moreno, 49, ao relembrar sua infância fazem parte da nossa jornada de descobertas. A história de Cristina foi uma entre as muitas que nos emocionaram e nos permitiu dar início ao trabalho.

Ouvimos relatos sobre todos os assuntos: infância sofrida, casamentos que não deram certo, casamentos que estão para acontecer, escolhas entre família e marido, acontecimentos trágicos, doenças, liberdade e homossexualidade.

Algumas histórias foram contadas com sacrifício por lembrarem algo ruim. Outras contadas com emoção por serem vividas novamente. Mas todas transmitindo sensações incríveis.

Não é por sermos mulheres, mas não poderíamos escolher outro assunto mais intrigante e emocionante para escrever um livro. Cada mulher traz consigo uma lembrança, seja ela boa ou ruim, que faz parte da sua história de vida.

Maria Cristina abriu seu mundo para nós. Em uma tarde de inverno sentimos também a sensação de perder tudo na enchente. Saímos na janela do 12º andar e vimos a vida de um lugar tão alto que a água jamais alcançará.

A história da Maria Cristina completa estará no nosso livro. Obrigada Cristina por nos ensinar que a vida pode ser do jeito que a gente quiser se tivermos forças para lutar!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Histórias de mulheres

Joyce Cunha

Desde o início do ano, quando definimos o tema do nosso trabalho de conclusão do curso, acompanhamos o que há de novo no mundo feminino. Em todo o mundo, independente de questões culturais, as mulheres são notícia diariamente.

Encontramos informações de todos os tipos. Não é difícil localizar dados sobre pesquisas que anunciam que a vida sexual traz benefícios à saúde da mulher ou até mesmo sobre os conflitos das mulheres que enfrentam problemas por não conseguir conciliar vida profissional e os cuidados com a família.

Ao iniciar a última etapa de nosso trabalho, reunimos o material que trabalhamos durante o ano. São depoimentos de mulheres de diversos estilos e idades e especialistas de diferentes áreas, além de pesquisas relacionadas ao tema.

Pode parecer estranho, mas apesar de haver uma quantidade grande de informações não é simples contar sobre as conquistas e dramas dessas mulheres. Durante as entrevistas sentimos a emoção das personagens. Observamos seus gestos, suas roupas, o corte do cabelo, a cor das unhas, os porta-retratos de suas casas.

Ao reproduzir trechos de suas vidas, sentimos novamente a emoção. Percebemos simplicidade e extravagância no desejo dessas mulheres, alegrias e sofrimentos que já viveram ou ainda vivem. Histórias que nos inspiram e compõe o roteiro de nosso livro-reportagem “Moderna, mas nem tanto”.