quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A VEZ DAS MULHERES


Pamela Lopes

Para escrever o livro "Moderna, mas nem tanto" mergulhamos no universo feminino. Imagine só: quatro mulheres entrevistando mais de dezenas de personagens e especialistas sobre amor, filhos, carreira, problemas e muitos outros assuntos do cotidiano das mulheres. Mais do que pautas, assuntos e temas, nesta pesquisa encontramos um pouco mais de nós mesmas.

O livro ainda não está finalizado, mas entre as muitas conclusões que chegamos uma com certeza é inquestionável: As mulheres se destacam mais a cada dia, seja em casa, no trabalho, enfim, no mundo. Alguns estudiosos, em suas entrevistas, nos afirmaram que este é o século da mulher. Nós vamos mais longe: este é o milênio da mulher.

Rose Marie Muraro, grande nome do feminismo no Brasil, fez questão de afirmar a essencialidade do papel feminino. Sueli Castillo, psicóloga e terapeuta de casais, explicou como a mulher é responsável pela formação do comportamento dos homens. Regina Vaz, especialista em relacionamentos, nos contou como a mulher influenciou toda a história e, principalmente, as revoluções do último século.

Mas não foi apenas em discursos acadêmicos e teóricos que descobrimos o quanto as mulheres são fortes e sensíveis, inteligentes e sonhadoras, mais do que isso: vencedoras. Encontramos histórias de vidas que dariam um livro ao conversar com mulheres que muitas vezes passam despercebidas pelas ruas.

Para nós, quatro jovens estudantes, é uma honra poder escrever esse livro, que retrata um pouco de cada mulher. Ainda estamos no começo, mas já podemos garantir que você vai adorar ler. E se você quiser participar, o nosso blog ainda está aberto. Se você tem alguma sugestão ou depoimento, envie para o email tccmulheres@gmail.com

Obrigada!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Tendências para primavera/verão 2010

O calor está chegando e com ele as novidades do mundo da moda.

Durante os próximos meses, as cores predominantes serão o azul, o verde, o amarelo, o vermelho e o roxo. De acordo com vários estilistas, a aposta é para os vestidos, inclusive o longo, que deve ser usado com rasteirinha.

Não adianta tentar ser discreta. A moda pede vestidos coloridos, florais, e também em desenhos geométricos.

Cintos e faixas podem ser usados sobre os vestidos para marcar a silhueta ou para dar beleza à peça. Para as mulheres altas, a faixa deve ser usada próxima à cintura. Para as mulheres mais baixinhas, pode ser usada abaixo dos seios, pois isso causa a impressão que a silhueta foi alongada.

Mas o que vale mesmo é lembrar que isso são apenas tendências. Cada mulher deve se sentir bem com a roupa que veste, sem perder seu estilo.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Nós realmente que somos complicadas?

Carolina Mischiatti

Nessa altura do nosso trabalho, em fase de escrever o livro, sobra pouco tempo para ler emails divertidos. Um deles, entretanto, chamou nossa atenção esta semana. É que a maioria dos homens considera nós, mulheres, “complicadas demais”. Pois bem, as frases a seguir, de um autor desconhecido, são bem interessantes, pois mostram como sociedade nos julga, mas sem nos dar opção. Talvez por isso ser mulher e agradar a todos seja tão difícil.

Se a gente se insinua, é mulher atirada. Se a gente fica na nossa, tá dando uma de difícil.
Se a gente aceita transar no início do relacionamento, é mulher fácil. Se a gente não quer ainda, tá fazendo doce.
Se a gente põe limitações no namoro, é autoritária. Se concorda com o que ele diz, é uma tonta, sem opinião.
Se a mulher batalha por estudos e profissões, é uma ambiciosa. Se não tá nem aí pra isso, é dondoca.
Se a gente adora conversar sobre política ou economia, é feminista. Se não se liga nesses assuntos, é alienada.
Se a mulher corre para matar uma barata, não é feminina. Se corre de uma barata, é uma medrosa.
Se a gente aceita tudo na cama, é vagabunda. Se não aceita, é fresca.
Se a mulher ganhar menos que o homem, tá querendo ser sustentada. Se ganhar mais, tá querendo humilhá-lo.
Se a gente adora roupas e cosméticos, é narcisista. Se não gosta, é sapatão, ou no mínimo desleixada.
Se sai mais cedo do trabalho, folgada. Se sai mais tarde, tá dando para o chefe. Se faz hora-extra, é gananciosa.
Se gosta de TV, é fútil. Se gosta de livros, tá dando uma de intelectual.
Se a mulher quer ter cinco filhos, é uma louca, inconsequente. Mas se só quer um, é uma egoísta, que não tem senso maternal.
Se a gente se aborrecer com certas atitudes dele, é uma mulher dominadora. Se aceitar tudo o que ele faz, é submissa.
Se a gente gosta de rock, é doida chapada. Se gosta de música romântica, é brega. Se gosta de música eletrônica, é porra louca.
Se a gente faz uma cena de ciúme, certamente é neurótica. Mas se não faz, não sabe defender seu amor.
Se a gente fala mais alto do que ele, é uma descontrolada. Se a gente fala mais baixo, é subserviente.
Pô! E depois ainda dizem que mulher é que é complicada.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Salto alto na adolescência


Carolina Mischiatti

No dia 21 de setembro a filha dos atores Tom Cruise e Katie Holmes, Suri, foi vista passeando com sua mãe pelas ruas de Boston (EUA) calçando sapatinhos de salto. O detalhe é que a garota tem apenas três anos. O flagrar da garotinha virou assunto em grande parte da imprensa internacional.

Aqui no Brasil não é mais novidade ver adolescentes que começam a usar salto alto ou anabella entre os 12 e 13 anos de idade. Entanto o uso precoce desse tipo de sapato pode causar problemas a curto prazo. De acordo com a fisioterapeuta Patrícia Pezzan, que realizou um estudo para sua tese de mestrado na USP, meninas que fazem uso freqüente de salto alto demonstram os primeiros sintomas negativos em apenas um ano.

Os principais problemas são relacionados à má postura. O efeito do salto alto de arrebitar o bumbum é um dos vilões, pois provoca desvios na lombar e no osso da pélvis. O efeito “X” aparece da cintura para baixo, porque ao tentar se equilibrar no salto a mulher aproxima os joelhos e curva os pés para fora. E isso se reflete em malefícios para os músculos e articulações. É ele (“X”) também que ajuda a desgastar mais as partes externas do sapato.

Mas como é difícil achar mulheres que resistam a esse tipo de salto, a fisioterapeuta da a dica. Não é preciso parar de usar salto alto, apenas não começar a usá-los tão cedo, nem abusar do calçado, deixando-o para ocasiões especiais, é a dica de Patrícia. Assim, é possível manter o corpo bem, mesmo quando descer do salto.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Mulher moderna

Pamela Lopes

Maria é uma típica mulher moderna. Acorda às 6h da manhã. Prepara o café da manhã da família e leva os filhos para escola. Trabalha o dia todo em um escritório. Quando sai do trabalho, passa no mercado, busca as crianças no colégio, chega em casa, arruma tudo, prepara o jantar, espera o marido e dorme!

Ana é ainda mais moderna. Não quis casar e optou por ser mãe solteira. Pós-graduada, ocupa um cargo de destaque em uma multinacional, que conseguiu após muitas batalhas. Toda sexta-feira sai com as amigas para se divertir e deixa o filho com a avó. Não quis casar, mas quer encontrar um amor.

Helena não trabalha. Realizou o sonho de muitas mulheres ao encontrar o marido rico. Quando sai, ou vai fazer compras ou vai ao salão de beleza. Largou a profissão para viver a vida de dona de casa. Quando vai ao clube com as amigas faz questão de dizer que foi preciso ser muito moderna para mudar de vida de repente.

Cada mulher tem seu estilo, suas vontades e seus sonhos. Todos os dias, nós mulheres, somos bombardeadas com milhares de exemplos a seguir, mostrando como ser moderna, feliz e bem-sucedida. Ter ou não ter filhos? Casar, namorar, ficar sozinha? Carreira em primeiro ou em último plano?

Como ser feliz? Como ser uma profissional de sucesso? Como ter uma família perfeita? Como manter a saúde? Como ser independente? Você quer ser independente? Você quer uma família? Você é moderna?

A partir de hoje, o blog “Moderna, mas nem tanto” está aberto a todas as mulheres que quiserem contar sua história de vida e mostrar como resolvem as questões do dia a dia, como lutam por seus sonhos e como estão escrevendo a história da mulher no século XXI.

Participe. Você não vai se arrepender!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Administradoras da casa

Joyce Cunha

Há quem pense que vida de dona de casa é fácil. Longe de terem deveres simples, as mulheres, na maioria das vezes, são responsáveis pela administração das contas da família. Muitas até são sobrecarregadas com dupla jornada, já que durante o dia trabalham fora, mas reservam tempo para colocar a casa em ordem.
Mais do que se preocupar com a manutenção do ambiente familiar, cabe às mulheres administrar o orçamento da casa. Cuidar para que a família mantenha hábitos saudáveis também esta na lista de preocupações. Confesso não ter habilidades com essas tarefas, mas seria de grande utilidade aprender a gerenciar os recursos da casa e aplicar da melhor maneira possível.
As mulheres, que além de trabalhar fora, cuidarem das tarefas domésticas e serem muitas vezes responsáveis por crianças e até mesmo idosos, redobram seus esforços e acabam não dando atenção para pequenos detalhes que podem fazer diferença no dia-a-dia da família.
Para auxiliar as administradoras da casa, existem grupos que trocam informações e recebem orientações para conciliar os deveres. No Distrito Federal, por exemplo, uma associação de donas de casa promove palestras e encontros sobre assuntos relacionados às tarefas domésticas para cerca de 4 mil mulheres.
Entre as preocupações do grupo estão a atenção aos preços de produtos e o consumo responsável. Listar os itens necessários é uma forma de garantir economia. Durante as compras, a orientação é optar por produtos locais, ou seja, produzidos na região onde são comercializados. O grupo também discute o consumo de alimentos saudáveis, como forma de garantir qualidade de vida aos integrantes da família.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pós-menopausa pode enfraquecer os ossos

Carolina Mischiatti

Um dos grandes responsáveis pelas mudanças de humor da mulher são os hormônios, que se alteram durante o ciclo menstrual. Isso para algumas pode parecer um transtorno, mas quando os ovários param de produzir esses hormônios – estrógenos e progesterona – o ciclo para e a mulher entra na menopausa.

É durante a menopausa que se apresentam as queixas com relação a calores, mudança na pele e no cabelo, dificuldades para dormir, depressão, entre outras tantas. Já a pós-menopausa acontece quando as funções do ovário cessam definitivamente e a mulher fica mais vulnerável a ter problemas ósseos, entre eles a osteoporose.

Mais freqüente em mulheres acima dos 50 anos, a osteoporose é considerada uma doença silenciosa. Ela é consequência da perda de massa óssea e cerca de 70% das mulheres que já passaram pela menopausa sofrem alterações nos ossos, mas nem sempre sabem disso. Os sintomas, assim como os resultados clínicos, podem ser lentos e isso dificulta que as pacientes deem a importância necessária ao caso.

A dona de casa Rosangela Lima, de 53 anos, teve um caso de osteoporose na família. A doença atingiu a avó de Rosângela e, depois de muitas quedas, o pior aconteceu. “A última vez que vi minha avó foi alguns dias depois de um tombo que ela levou no quintal de sua casa. Ela morreu por complicações decorrentes dessa queda”, conta.

Saber que existia uma probabilidade genética de desenvolver a doença fez com que a dona de casa procurasse uma forma de se prevenir. “Parei de beber e até de fumar. Descobri que a melhor forma de evitar problemas nos ossos é se cuidar, como na maioria das outras doenças”, diz Rosângela, e ela está certa. Segundo especialistas, exercícios físicos, uma dieta rica em vitamina D e cálcio podem diminuir os efeitos da osteoporose na pós-menopausa. Mas se só isso não for o suficiente, existem outros aliados para a saúde dos ossos, como recomposição hormonal, bifosfonato, estrogênio e calcitoninas. O importante é sempre consultar um médico de confiança, que irá fazer o tratamento adequado para cada paciente.