segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Direitos humanos ou a falta deles

Joyce Cunha

O jornal O Globo Online publicou ontem informações sobre uma nova lei aprovada no Afeganistão que permite aos maridos privarem de alimentação a esposa, caso se recuse a ter relações sexuais.

Segundo a notícia, a lei, que supostamente foi aprovada pelo presidente do país, Hamid Karzai, gerou discussão de opositores e grupos de direitos humanos. Ainda dentro da legislação, a esposa deve pedir autorização do marido para trabalhar.

No último dia 14, outra matéria, também publicada no Globo Online, apresentou mais obstáculos ao direito das afegãs. O conservadorismo e a insegurança desfavorecem a participação política das mulheres no país durante o processo de eleição presidencial.

Questões culturais à parte, em ambas as situações, as mulheres afegãs estão sendo privadas de seus direitos. A Declaração Universal de Direitos Humanos, assinada em 1948 pelas Nações Unidas, determina que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.

No artigo II da declaração, são assegurados os direitos a todos os seres humanos, independente de raça, sexo, religião etc. O artigo acrescenta: “não será feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio...”.

Os problemas enfrentados por mulheres de outros países, de culturas diferentes, parecem estar mais distantes do que realmente estão. Homem ou mulher, todos temos direitos e devemos ter consciência para não permitir que abusos aconteçam.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Amamentação pode prevenir câncer de mama

Carolina Mischiatti

Uma pesquisa realizada pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estado Unidos, constatou que amamentar diminui a probabilidade de tumores malignos em mulheres com alto risco para câncer de mama.

Durante 8 anos foram acompanhadas cerca de 60 mil mulheres - antes da menopausa – de alto risco, ou seja, que já tinham casos da doença na família. Dessas, as que amamentaram reduziram em 59% as chances de desenvolver o câncer. A pesquisa foi publicada na edição deste mês da revista “Archives of Internal Medicine”.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama e o de colo do útero são as mais comuns entre as mulheres em todo o mundo. Na região sudeste do Brasil, são 68 casos de tumores malignos na mama para cada 100 mil habitantes.

No último domingo (9) aconteceu a 10ª Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Segundo os organizadores, o objetivo do evento é conscientizar a população sobre a importância da prevenção da doença. A competição teve uma corrida e uma caminhada, ambas de 5 quilômetros, e contou com a presença de cerca de 3 mil pessoas.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sonho também é traição?

Pamela Lopes

A infidelidade está na moda. Quer dizer, sonhar com outra pessoa é muito mais comum do que se imagina. Uma pesquisa realizada pela Associação Americana de Casais e Terapia Familiar apontou que 45% dos homens e 35% das mulheres já tiveram envolvimento platônico com outras pessoas.

A pesquisa revela dados apenas de quem ficou só na vontade, sem realizar a traição. A pessoa pensa, pensa, pensa e não faz nada. O parceiro está lá, a relação continua, mas os pensamentos voam.

A mulher pode sonhar com o vizinho da esquina ou com o Brad Pitt e acordar ainda mais feliz do que se tivesse passado a noite toda com o marido. Enquanto janta ao lado do marido no melhor restaurante da cidade, a moça fica pensando em ir comer pipoca com o cara que viu apenas uma vez na rua.

Sonho é sonho e da teoria à prática há um longo caminho. Há quem diga que sonhar não paga imposto e defenda esse tipo de fantasia. E você? Anda sonhando com o que?

Foto: Paparazzo

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Lei contra violência feminina completa três anos

Joyce Cunha

Na última sexta-feira, a Lei Maria da Penha completou três anos. Para quem não conhece, a lei serve como instrumento de proteção a mulheres vitimas de violência doméstica.

A lei define o que é violência doméstica, que pode ser física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Entre outros aspectos, ela altera o código penal possibilitando ao juiz a decretação de prisão preventiva, nos casos em que a mulher esteja em situação de risco, e altera a lei de execuções penais, permitindo que o juiz determine o comparecimento do agressor a programas de reeducação e recuperação.

Com o instrumento recentemente criado no Brasil, as mulheres têm maior garantia de seus direitos. A Lei Maria da Penha já apresenta resultado: segundo dados da Secretaria de Políticas Especiais para as Mulheres, de janeiro a junho desse ano foram realizados mais de 160 mil atendimentos por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180.

A procura por informações sobre a lei foi um dos fatores que provocou o aumentou da utilização do serviço. Em comparação com o mesmo período de 2008, o número de atendimentos cresceu 32,36%.

A Lei Maria da Penha pode ser lida na integra no site http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Papais em alta

Carolina Mischiatti

Quando um casal se separa é inevitável que uma série de problemas apareçam, sobretudo envolvendo a partilha dos bens. Essa situação se agrava ainda mais quando há filhos envolvidos. Com quem eles devem ficar? Na maioria dos casos, a guarda ainda é da mãe, mas isso não é mais uma regra.

Nas últimas décadas as mulheres conquistaram direitos, mas também acabaram se dividindo entre família e profissão, bem parecido com os pais que, por sua vez, estão mais participativos nas vidas das crianças.
Não é raro encontrar homens que acordem de madrugada para cuidar de seu bebê ou que contem histórias para fazê-los dormir.

E por mais que nós, mulheres, queiramos parecer “super-heroínas”, temos que admitir que na maioria das vezes são eles que possuem mais estabilidade emocional.

Essa foi uma das razões dadas por Carla Gomes, 16, e Beatriz Gomes, 12, na frente do juiz, ao explicar que preferiam morar com seu pai. Apesar de não haver nada de errado com a mãe delas, Roberto Gomes, o pai das duas, ficou com a guarda.
“Ele é companheiro. Trabalha bastante, mas é muito carinhoso e presente em todos os momentos. Eu me identifico mais com ele do que com minha mãe”, diz Carla, que acredita que suas vidas ficaram mais organizadas depois da separação.

Com pais separados ou não, a verdade é que o segundo domingo de agosto está sendo mais generoso também para os comerciantes. As vendas de 2009 são as melhores desde 2005, de acordo com uma pesquisa do Serasa. A expectativa dos lojistas de que o consumo cresça é de 51%, enquanto em 2007, esse otimismo apontava 48%.
Só não vale usar o cartão DELE para comprar o presente, não é?!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A procura do romance perfeito...

Pamela Lopes


Você quer um amor pra toda vida?
Toda mulher sonha em encontrar um cara ideal e viver uma linda história de amor... Quer dizer, todas não, mas grande parte. Segundo pesquisa realizada pelo IBOPE, 88% das brasileiras dizem considerar importante manter uma relação duradoura com somente um parceiro.

Mas conseguir um parceiro e manter uma relação estável nem sempre é fácil...
Pensando nisso a revista Nova preparou um guia especial para quem quer fisgar um namorado.
Se você está a procura, confira as dicas adaptadas para o nosso blog:


RELAXE: Pode parecer contraditório, mas, para encontrar um gato de qualidade, pare de exagerar na busca. Esse tipo de mentalidade acaba criando um comportamento artificial.

TRANSFORME-SE NUMA BOA PRESA: Esqueça a velha mania de bancar a garota dos sonhos dos homens - afinal, quem pode ter certeza de que a receita é a correta? Procure se transformar no tipo de mulher que você admira.

REFINAR SEU ALVO:Fechar uma lista de qualidades para seu futuro namorado apenas a fará eliminar inúmeros candidatos em potencial. Em vez disso, priorize os pontos negativos, ou seja, aqueles que não aceitaria em um homem nem sob tortura e os elimine.

EVITAR HOMENS NO REBOTE: Para encontrar um namorado bacana, fuja dos rapazes que acabaram de romper um relacionamento.

SER GENTIL: Não dispense aquele gato que a abordou em um barzinho só porque começou a conversa de maneira absolutamente desinteressante. Seja gentil e converse!

REPROGRAMAR SUA MENTE: Insucessos no campo amoroso às vezes nos fazem criar desculpas para novos fracassos, mesmo que inconscientemente. Antes de sair de casa faça uma varredura no cérebro e elimine esses inimigos íntimos.

NÃO TAPAR BURACO:Entrar em um romance só para passar o tempo enquanto procura pelo príncipe pode aumentar a frustração. Encare nesse intervalo o desafio de melhorar a sua auto-estima, invista em autoconhecimento e sob hipótese nenhuma desperdice seu perfume com um sujeito meia-boca.

JOGAR FORA AS VELHAS LEMBRANÇAS: "Desocupe o seu oásis afetivo para dar espaço a um novo amor", aconselha Bartholomeu Silva, autor de Descobrindo a Alma Gêmea (BAS)

NÃO ESCONDER SEUS SENTIMENTOS: Avise as primas que está disponível, as colegas do escritório, a turma do curso de inglês... deixe os rapazes saberem que você está solteira!

Então, se você está procurando um romance, dê hoje mesmo o primeiro passo e lembre-se:você ainda precisa dar uma mão ao destino, concorda?

domingo, 2 de agosto de 2009

Podemos ser até "presidenta"

“O primeiro momento das sociedades democráticas foi acompanhado pela rejeição social do trabalho feminino, construiu-se em torno da disjunção estrutural entre homem produtivo e mulher em casa”. É dessa forma que o filósofo francês Gilles Lipovetsky define o ingresso da mulher no mercado de trabalho, no livro “A Terceira Mulher – Permanência e revolução do feminino”.

Desde então, as conquistas são evidentes. Para se ter uma ideia, além de garantir seus direitos, como, por exemplo, com a legalização da licença maternidade, o número de mulheres no mercado de trabalho não para de crescer.

Segundo dados do Dieese, entre 2003 e 2008 o número de trabalhadoras subiu 20,6%. E não apenas o crescimento da participação feminina nas atividades profissionais chama atenção. A evolução das mulheres nos setores em que trabalham e a conquista de cargos de chefia demonstram o reconhecimento do trabalho das mulheres.

A Unicamp realizou estudo sobre a participação das mulheres no mercado de 1988 a 1999. Os dados impressionam: a presença de mulheres em cargos de planejamento cresceu 45% nesse período, e em cargos de direção e gerência cresceu 52%.

Os números comprovam a evolução feminina no mercado. A maior participação também atinge o setor político. Nessa semana, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, apontada como a candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, declarou que a sociedade está preparada para eleger uma mulher à presidência.

“O Brasil poderá ter uma presidente mulher, não vejo porque o Brasil não pode ter. Teve um presidente metalúrgico, pode ter um presidente negro, e pode ter uma presidenta. A sociedade está madura para isso”.

As mudanças na visão da sociedade sobre os papeis sociais da mulher trouxeram benefícios. Eleger um representante não depende mais do sexo, mas de sua conduta e competência. Questões políticas à parte, nós mulheres mostramos capacidade profissional. Nossa participação cada vez mais efetiva é sinal de que muitas conquistas ainda estão por vir.