Pamela Lopes
O tão feliz dia internacional da mulher quase passou batido por mim hoje. Como a maioria das mulheres, eu estava preocupada demais com outras coisas para lembrar que temos um dia.
Quando fui tomar meu café, um cara se ofereceu pra pagar. Eu disse não, lógico que não. Mas a atendente, sorridente, soltou: “Deixa ele pagar, boba, hoje é o seu dia”. O que mais eu poderia fazer? Aceitei, sorri e tomei meu café.
Comecei então a pensar no sentido de comemorar a data sem ao menos saber o que ela significa.
Se o dia relembra a luta das mulheres pela igualdade entre os gêneros, porque razão eu deveria aceitar que ele pagasse meu café?
Qual o motivo para eu não sair comemorando a minha independência ao invés de ficar esperando receber uma flor?
A verdade é que a maioria das mulheres se esqueceu do real sentido deste dia. E que os homens nem devem saber, porque se soubessem não reivindicariam a existência de um dia para os homens.
O dia internacional da mulher tem como objetivo lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres no século passado, como também se opor as discriminações a que estão ainda submetidas muitas mulheres em vários lugares do mundo.
Ou seja, eu deveria ter deixado de lado essa educação que todas as mulheres recebem, inclusive eu e ter dito: Sai fora, eu pago meu café!
segunda-feira, 8 de março de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Coco Rocha: O meu ponto de vista sem censura
Há muito tempo não atualizamos o blog. Sabem como é... férias, fim de tcc,carnaval, enfim.
Mas esse texto da modelo Coco Rocha merece uma postagem.
Coco Rocha: O meu ponto de vista sem censura
Tem havido uma certa comoção em relação aos artigos que saíram sobre mim no “New York Times” e no “New York Daily News”. Como apenas algumas declarações minhas foram publicadas, acho necessário que eu expresse o meu ponto de vista corretamente, sem edições externas.
Sou uma modelo de 21 anos, 15 cm mais alta e dez manequins menor do que a mulher comum americana. Mesmo assim, em algum universo paralelo, sou considerada “gorda”… Este foi o tema de uma grande discussão esta semana e a notícia que saiu por aí foi: “Coco Rocha é muito gorda para as passarelas”.
Seria este o caso? Não. Ainda trabalho e sou requisitada como modelo. Na realidade, eu me vejo mais ocupada do que nunca. Nos últimos anos, eu não ganhei uma grande quantidade de peso, apenas dois centímetros aqui e ali, como aconteceria com qualquer mulher que sai da adolescência.
Mas este assunto do peso das modelos é, e sempre foi, uma preocupação minha. Há algumas decisões morais que parecem muito simples para nós. Por exemplo, não explorar o trabalho infantil e não aumentar o fator de dependência nos cigarros. Quando estilistas, stylists ou agentes forçam crianças a tomarem medidas que levam à anorexia ou a outro problema de saúde para que continuem na profissão, eles estão pedindo para que o público ignore a sua consciência moral a favor da arte.
Claramente, todos nós vemos quão moralmente errado é um adulto convencer uma menina de 15 anos já magra de que ela, na verdade, está gorda demais. É indesculpável que um adulto exija que uma menina perca, de maneira não natural, um peso vital para que seu corpo continue funcionando corretamente. Como pode qualquer pessoa justificar uma estética que reduz uma mulher ou criança a uma magreza esquelética? Isso é arte? É claro que a estética da moda deve embelezar a forma humana, não destruí-la.
Há divergências na indústria a respeito disso. Apesar de haver aqueles que não levam em consideração o bem-estar da modelo, eu tive a honra e o privilégio de trabalhar com alguns dos melhores estilistas, editores, stylists, fotógrafos e agentes, que respeitam da mesma maneira tanto as modelos novas quanto as consagradas. Sei que há muitos outros por aí, com quem eu não trabalhei, que também concordam comigo neste assunto.
O CFDA (Conselho dos Estilistas da América) tem tentando ao máximo corrigir esta questão. Alguns dias atrás, em sua reunião anual, viram todos que estavam na sala em acordo a favor da mudança do “sample size” [o tamanho das peças dos desfiles e mostruários] e da contratação de modelos apenas acima dos 16 anos. É ótimo ver quantos corações estão no lugar certo, porque nós temos de fazer estas mudanças para a próxima geração de meninas.
Como uma mulher adulta, eu posso tomar decisões por mim mesma. Posso decidir que não vou permitir que eu seja degradada em um casting – marchar de calcinha e sutiã com um grupo de jovens garotas, ser apalpada, espetada e cutucada como gado. Eu consegui escapar desse tratamento, porque já tenho uma carreira consolidada como modelo e sou adulta... mas e as meninas novas e aspirantes a modelo?
Nós precisamos de mudanças. Eu ia preferir que não houvesse meninas trabalhando com menos de 16 anos, mas, se este for o caso, adoraria ver as adolescentes sendo acompanhadas por seu tutor aos castings, desfiles e sessões de fotos. O CFDA criou um código para seus membros, e eu adoraria ver toda a indústria seguindo-o. A sociedade legisla um monte de coisas – a proibição do uso de esteróides nos esportes é um exemplo –, é apenas lógico que haja regras de conduta para manter a indústria da moda saudável.
No passado, modelos se pronunciaram sobre o assunto, e foram acusadas de apenas falar algo porque suas carreiras estavam à beira da extinção. Este não é o meu caso. Falei sobre isso pela primeira vez há uns dois anos, no auge do que uma modelo consideraria a carreira ideal, e de fato houve uma reação – aqueles que mais desrespeitavam o assunto, de repente, chamaram-me para trabalhar para eles! Isso foi uma tática de relações públicas e eu não estava pronta para cair nela. Disse: “Não, vamos ver daqui algumas temporadas. Se mudarem, aí trabalharei com vocês”. Eles não mudaram. Eu não trabalhei para eles.
Da minha geração de modelos, estou exatamente onde preciso estar na minha carreira e agradeço por poder usar a minha posição para me expressar ativamente contra isso, com o apoio do CFDA e da “Vogue”. A minha esperança sincera é de que, por meio dos nossos esforços, as jovens modelos um dia serão poupadas da humilhação, da perigosa perda de peso, da depressão que vem com a anorexia e da miséria do abandono de uma indústria envergonhada de vê-las transformadas em mulheres de verdade.
Há os padrões normais em como tratamos uns aos outros e como tratamos crianças. Há aqueles que continuam a atropelar estes valores, mas há também os defensores de um caminho melhor. Espero que os esforços contínuos do CFDA e de todos que respeitam estes valores irão influenciar a opinião dos que estão no lado contrário da indústria, para assegurar uma mudança verdadeira para o melhor.
Fonte: Uol
Texto publicado originalmente em inglês, no blog da modelo canadense Coco Rocha, e gentilmente cedido por sua agência, Elite Model.
Tradução: Fernanda Schimidt
Mas esse texto da modelo Coco Rocha merece uma postagem.
Coco Rocha: O meu ponto de vista sem censura
Tem havido uma certa comoção em relação aos artigos que saíram sobre mim no “New York Times” e no “New York Daily News”. Como apenas algumas declarações minhas foram publicadas, acho necessário que eu expresse o meu ponto de vista corretamente, sem edições externas.
Sou uma modelo de 21 anos, 15 cm mais alta e dez manequins menor do que a mulher comum americana. Mesmo assim, em algum universo paralelo, sou considerada “gorda”… Este foi o tema de uma grande discussão esta semana e a notícia que saiu por aí foi: “Coco Rocha é muito gorda para as passarelas”.
Seria este o caso? Não. Ainda trabalho e sou requisitada como modelo. Na realidade, eu me vejo mais ocupada do que nunca. Nos últimos anos, eu não ganhei uma grande quantidade de peso, apenas dois centímetros aqui e ali, como aconteceria com qualquer mulher que sai da adolescência.
Mas este assunto do peso das modelos é, e sempre foi, uma preocupação minha. Há algumas decisões morais que parecem muito simples para nós. Por exemplo, não explorar o trabalho infantil e não aumentar o fator de dependência nos cigarros. Quando estilistas, stylists ou agentes forçam crianças a tomarem medidas que levam à anorexia ou a outro problema de saúde para que continuem na profissão, eles estão pedindo para que o público ignore a sua consciência moral a favor da arte.
Claramente, todos nós vemos quão moralmente errado é um adulto convencer uma menina de 15 anos já magra de que ela, na verdade, está gorda demais. É indesculpável que um adulto exija que uma menina perca, de maneira não natural, um peso vital para que seu corpo continue funcionando corretamente. Como pode qualquer pessoa justificar uma estética que reduz uma mulher ou criança a uma magreza esquelética? Isso é arte? É claro que a estética da moda deve embelezar a forma humana, não destruí-la.
Há divergências na indústria a respeito disso. Apesar de haver aqueles que não levam em consideração o bem-estar da modelo, eu tive a honra e o privilégio de trabalhar com alguns dos melhores estilistas, editores, stylists, fotógrafos e agentes, que respeitam da mesma maneira tanto as modelos novas quanto as consagradas. Sei que há muitos outros por aí, com quem eu não trabalhei, que também concordam comigo neste assunto.
O CFDA (Conselho dos Estilistas da América) tem tentando ao máximo corrigir esta questão. Alguns dias atrás, em sua reunião anual, viram todos que estavam na sala em acordo a favor da mudança do “sample size” [o tamanho das peças dos desfiles e mostruários] e da contratação de modelos apenas acima dos 16 anos. É ótimo ver quantos corações estão no lugar certo, porque nós temos de fazer estas mudanças para a próxima geração de meninas.
Como uma mulher adulta, eu posso tomar decisões por mim mesma. Posso decidir que não vou permitir que eu seja degradada em um casting – marchar de calcinha e sutiã com um grupo de jovens garotas, ser apalpada, espetada e cutucada como gado. Eu consegui escapar desse tratamento, porque já tenho uma carreira consolidada como modelo e sou adulta... mas e as meninas novas e aspirantes a modelo?
Nós precisamos de mudanças. Eu ia preferir que não houvesse meninas trabalhando com menos de 16 anos, mas, se este for o caso, adoraria ver as adolescentes sendo acompanhadas por seu tutor aos castings, desfiles e sessões de fotos. O CFDA criou um código para seus membros, e eu adoraria ver toda a indústria seguindo-o. A sociedade legisla um monte de coisas – a proibição do uso de esteróides nos esportes é um exemplo –, é apenas lógico que haja regras de conduta para manter a indústria da moda saudável.
No passado, modelos se pronunciaram sobre o assunto, e foram acusadas de apenas falar algo porque suas carreiras estavam à beira da extinção. Este não é o meu caso. Falei sobre isso pela primeira vez há uns dois anos, no auge do que uma modelo consideraria a carreira ideal, e de fato houve uma reação – aqueles que mais desrespeitavam o assunto, de repente, chamaram-me para trabalhar para eles! Isso foi uma tática de relações públicas e eu não estava pronta para cair nela. Disse: “Não, vamos ver daqui algumas temporadas. Se mudarem, aí trabalharei com vocês”. Eles não mudaram. Eu não trabalhei para eles.
Da minha geração de modelos, estou exatamente onde preciso estar na minha carreira e agradeço por poder usar a minha posição para me expressar ativamente contra isso, com o apoio do CFDA e da “Vogue”. A minha esperança sincera é de que, por meio dos nossos esforços, as jovens modelos um dia serão poupadas da humilhação, da perigosa perda de peso, da depressão que vem com a anorexia e da miséria do abandono de uma indústria envergonhada de vê-las transformadas em mulheres de verdade.
Há os padrões normais em como tratamos uns aos outros e como tratamos crianças. Há aqueles que continuam a atropelar estes valores, mas há também os defensores de um caminho melhor. Espero que os esforços contínuos do CFDA e de todos que respeitam estes valores irão influenciar a opinião dos que estão no lado contrário da indústria, para assegurar uma mudança verdadeira para o melhor.
Fonte: Uol
Texto publicado originalmente em inglês, no blog da modelo canadense Coco Rocha, e gentilmente cedido por sua agência, Elite Model.
Tradução: Fernanda Schimidt
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Nota 10!
Este não é um post comum.
É um agradecimento.
Desde agosto recebemos mais de 2 mil visitas, o que comprova que nosso trabalho de conclusão de curso não foi feito apenas por nós quatro. Para quem comentou, opinou, deixou seu depoimento, ou apenas leu os posts, deixamos o nosso MUITO OBRIGADA.
Agora somos jornalistas. Escrevemos o nosso livro e concluímos o curso com nota 10. O projeto “Moderna mas nem tanto” existe e se alguém quiser ler, é só pedir! O blog continuará na ativa, trazendo informações sobre o universo feminino. Além disso, dividiremos com vocês histórias de vida que não entraram no livro.
Agradecemos o apoio nesta jornada. 2009 foi um ano de conquistas para nós e esperamos que para vocês também.
É um agradecimento.
Desde agosto recebemos mais de 2 mil visitas, o que comprova que nosso trabalho de conclusão de curso não foi feito apenas por nós quatro. Para quem comentou, opinou, deixou seu depoimento, ou apenas leu os posts, deixamos o nosso MUITO OBRIGADA.
Agora somos jornalistas. Escrevemos o nosso livro e concluímos o curso com nota 10. O projeto “Moderna mas nem tanto” existe e se alguém quiser ler, é só pedir! O blog continuará na ativa, trazendo informações sobre o universo feminino. Além disso, dividiremos com vocês histórias de vida que não entraram no livro.
Agradecemos o apoio nesta jornada. 2009 foi um ano de conquistas para nós e esperamos que para vocês também.
Na foto: Pamela Lopes, nossa orientadora Marli dos Santos, Natacha Braido,
a convidada da banca Regina Vaz, Carolina Mischiatti,
Professora Arlete Pietro e Joyce Cunha.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Mulheres e aids
Carolina Mischiatti
Meninas entre 13 e 19 anos são o grupo com maior incidência de novos casos da doença no Brasil. De acordo com o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2009, para cada 8 jovens do sexo masculino infectados pelo vírus HIV, existem 10 casos do sexo feminino na mesma situação.
O aumento da doença entre as jovens será o foco da campanha de prevenção do próximo carnaval, feita pelo Ministério da Saúde.
A aids atinge 33,4 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, desde de 1980 foram contabilizados 544.823 casos, sendo 65,4% entre homens e 34,6% entre mulheres. Mas, apesar de ser minoria, a doença vem aumentando entre elas. Nos anos 80, eram 15 homens infectados para uma mulher. A partir de 2003, passou de 15 casos de homens para 10 de mulheres.
O aumento do índice de mulheres infectadas tem a ver com a formação cultural. Normalmente são os homens que levam a camisinha e definem quando usá-la. Mas é importante que as mulheres se imponham e tenham uma sempre em mãos, caso o inesperado aconteça.
No mercado de trabalho, são elas que saem perdendo. De acordo com informação divulgada ontem pelo Ministério da Saúde, 58% dos portadores de HIV no país não trabalham, sendo 55% homens e 62% mulheres infectadas.
A Fundação Oswaldo Cruz, responsável pela pesquisa, constatou que a autoavaliação positiva do estado de saúde de quem se afastou da profissão foi 55% menor do que a dos que continuam ativos.
Meninas entre 13 e 19 anos são o grupo com maior incidência de novos casos da doença no Brasil. De acordo com o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2009, para cada 8 jovens do sexo masculino infectados pelo vírus HIV, existem 10 casos do sexo feminino na mesma situação.
O aumento da doença entre as jovens será o foco da campanha de prevenção do próximo carnaval, feita pelo Ministério da Saúde.
A aids atinge 33,4 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, desde de 1980 foram contabilizados 544.823 casos, sendo 65,4% entre homens e 34,6% entre mulheres. Mas, apesar de ser minoria, a doença vem aumentando entre elas. Nos anos 80, eram 15 homens infectados para uma mulher. A partir de 2003, passou de 15 casos de homens para 10 de mulheres.
O aumento do índice de mulheres infectadas tem a ver com a formação cultural. Normalmente são os homens que levam a camisinha e definem quando usá-la. Mas é importante que as mulheres se imponham e tenham uma sempre em mãos, caso o inesperado aconteça.
No mercado de trabalho, são elas que saem perdendo. De acordo com informação divulgada ontem pelo Ministério da Saúde, 58% dos portadores de HIV no país não trabalham, sendo 55% homens e 62% mulheres infectadas.
A Fundação Oswaldo Cruz, responsável pela pesquisa, constatou que a autoavaliação positiva do estado de saúde de quem se afastou da profissão foi 55% menor do que a dos que continuam ativos.
domingo, 29 de novembro de 2009
E os nossos exames?
Pamela Lopes
A notícia veio de longe, mais precisamente dos Estados Unidos e as recomendações para dois dos mais importantes exames femininos mudaram. Os médicos estão divididos. A mamografia e o papanicolau agora já não são mais feitos anualmente.
A orientação divulgada recentemente prevê mamografia a partir dos 50 anos- não mais dos 40- e realizadas a cada dois anos. Já o papanicolau, que rastreia o cancêr do colo do útero, deve ser realizado a partir dos 21 anos. A frequência, que também era anual, para a ser bienal.
Segundo alguns especialistas, os exames propiciam o diagnóstico precoce do cancêr e podem salvar muitas vidas, portanto, o melhor é fazê-los anualmente. Mas outros especialistas também acreditam que o alto índice de diagnósticos errados prejudica a saúde das pacientes.
O SUS - Sistema Único de Saúde- já seguia as diretrizes agora divulgadas pelos Estados Unidos. Ou seja, pouca coisa muda na saúde pública. Sem saber muito bem o que fazer, o que nos resta é conversar com um médico de nossa confiança, para nos sentirmos seguras e protegidas, sem, é claro, esquecer dos exames.
A notícia veio de longe, mais precisamente dos Estados Unidos e as recomendações para dois dos mais importantes exames femininos mudaram. Os médicos estão divididos. A mamografia e o papanicolau agora já não são mais feitos anualmente.
A orientação divulgada recentemente prevê mamografia a partir dos 50 anos- não mais dos 40- e realizadas a cada dois anos. Já o papanicolau, que rastreia o cancêr do colo do útero, deve ser realizado a partir dos 21 anos. A frequência, que também era anual, para a ser bienal.
Segundo alguns especialistas, os exames propiciam o diagnóstico precoce do cancêr e podem salvar muitas vidas, portanto, o melhor é fazê-los anualmente. Mas outros especialistas também acreditam que o alto índice de diagnósticos errados prejudica a saúde das pacientes.
O SUS - Sistema Único de Saúde- já seguia as diretrizes agora divulgadas pelos Estados Unidos. Ou seja, pouca coisa muda na saúde pública. Sem saber muito bem o que fazer, o que nos resta é conversar com um médico de nossa confiança, para nos sentirmos seguras e protegidas, sem, é claro, esquecer dos exames.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Papel da mulher e mudanças climáticas
Joyce Cunha
Que o planeta já enfrenta e ainda enfrentará as consequências das mudanças climáticas todos sabemos. A novidade é que deverão ser incorporados ao debate internacional sobre a questão os aspectos demográficos e o papel da mulher. A informação foi divulgada ontem, dia 18, pelas Nações Unidas, no relatório “Enfrentando um mundo em transição: mulheres, população e clima”.
Segundo o texto, que menciona estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, as mulheres são mais preocupadas com o ambiente e que por esse motivo poluem menos que os homens. Em países industrializados, por exemplo, são as mulheres que consomem em maior quantidade produtos que tem menor impacto no meio ambiente e têm maior tendência de reciclar resíduos.
Entre as razões para os impactos femininos no meio ambiente serem menores estão as desigualdades de acesso aos recursos econômicos, em países industrializados ou em desenvolvimento, e até mesmo questões relacionadas à alimentação, já que as mulheres consomem porções menores de carne e alimentos em geral e seguem regimes alimentares que priorizam o consumo de legumes.
A Patrona do Feminismo no Brasil, Rose Marie Muraro, acredita que a mulher terá papel ecológico na construção do futuro. “O homem se tornou competitivo num período histórico, quando inventou o dinheiro, e então destruiu os recursos naturais. As mulheres continuam solidárias porque dão origem à vida, alimentam e tomam conta da vida, e está trazendo o homem um pouco mais para essa solidariedade”.
Ainda segundo o relatório das Nações Unidas, a redução da natalidade é um ponto importante para que a população tenha maior resistência ao impacto das mudanças climáticas. A redução da população contribuiria, entre outros, para a diminuição da emissão de gases poluentes no futuro.
Que o planeta já enfrenta e ainda enfrentará as consequências das mudanças climáticas todos sabemos. A novidade é que deverão ser incorporados ao debate internacional sobre a questão os aspectos demográficos e o papel da mulher. A informação foi divulgada ontem, dia 18, pelas Nações Unidas, no relatório “Enfrentando um mundo em transição: mulheres, população e clima”.
Segundo o texto, que menciona estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, as mulheres são mais preocupadas com o ambiente e que por esse motivo poluem menos que os homens. Em países industrializados, por exemplo, são as mulheres que consomem em maior quantidade produtos que tem menor impacto no meio ambiente e têm maior tendência de reciclar resíduos.
Entre as razões para os impactos femininos no meio ambiente serem menores estão as desigualdades de acesso aos recursos econômicos, em países industrializados ou em desenvolvimento, e até mesmo questões relacionadas à alimentação, já que as mulheres consomem porções menores de carne e alimentos em geral e seguem regimes alimentares que priorizam o consumo de legumes.
A Patrona do Feminismo no Brasil, Rose Marie Muraro, acredita que a mulher terá papel ecológico na construção do futuro. “O homem se tornou competitivo num período histórico, quando inventou o dinheiro, e então destruiu os recursos naturais. As mulheres continuam solidárias porque dão origem à vida, alimentam e tomam conta da vida, e está trazendo o homem um pouco mais para essa solidariedade”.
Ainda segundo o relatório das Nações Unidas, a redução da natalidade é um ponto importante para que a população tenha maior resistência ao impacto das mudanças climáticas. A redução da população contribuiria, entre outros, para a diminuição da emissão de gases poluentes no futuro.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
'Viagra' feminino
Carolina Mischiatti
O jornal britânico The Independent divulgou nesta segunda-feira que um medicamento, que deveria ter como função combater a depressão feminina, teve seus efeitos colaterais alterados. Os principais resultados apresentados pelas 1.946 mulheres que tomaram 100 miligramas do Flibanserin por dia foram aumento da libido, diminuição do estresse relacionado a problemas sexuais e um maior número de relações íntimas satisfatórias.
Três, dos quatro testes clínicos em série com o medicamento, tiveram seus resultados apresentados na cidade de Lyon, na França, hoje, no Congresso da Sociedade Europeia para a Medicina Sexual.
O Flibanserin já chega a ser comparado ao Viagra, pois o desejo sexual diminuído é a principal queixa feminina quando se trata de problemas sexuais. Já para os homens, o reflexo mais notado desses problemas é a diminuição ou falta da ereção.
O próprio Viagra não foi elaborado para fins sexuais. O objetivo farmacêutico era tratar dores no peito, relacionadas a doenças cardíacas, como a angina.
O comprimido azul, lançado há 11 anos, é considerado revolucionário por ajudar milhares de homens com disfunção erétil. Segundo a Pfizer, a cada segundo, seis dessas pílulas são vendidas no mundo. O Viagra já foi usado por mais de 35 mil homens e é comercializado em 120 países.
As quase 2 mil mulheres que participaram do novo tratamento tinham desde 18 anos até a pré-menopausa e tomaram o medicamento durante 24 semanas. Resta saber se o comprimido feminino terá a mesma aceitação do masculino.
O jornal britânico The Independent divulgou nesta segunda-feira que um medicamento, que deveria ter como função combater a depressão feminina, teve seus efeitos colaterais alterados. Os principais resultados apresentados pelas 1.946 mulheres que tomaram 100 miligramas do Flibanserin por dia foram aumento da libido, diminuição do estresse relacionado a problemas sexuais e um maior número de relações íntimas satisfatórias.
Três, dos quatro testes clínicos em série com o medicamento, tiveram seus resultados apresentados na cidade de Lyon, na França, hoje, no Congresso da Sociedade Europeia para a Medicina Sexual.
O Flibanserin já chega a ser comparado ao Viagra, pois o desejo sexual diminuído é a principal queixa feminina quando se trata de problemas sexuais. Já para os homens, o reflexo mais notado desses problemas é a diminuição ou falta da ereção.
O próprio Viagra não foi elaborado para fins sexuais. O objetivo farmacêutico era tratar dores no peito, relacionadas a doenças cardíacas, como a angina.
O comprimido azul, lançado há 11 anos, é considerado revolucionário por ajudar milhares de homens com disfunção erétil. Segundo a Pfizer, a cada segundo, seis dessas pílulas são vendidas no mundo. O Viagra já foi usado por mais de 35 mil homens e é comercializado em 120 países.
As quase 2 mil mulheres que participaram do novo tratamento tinham desde 18 anos até a pré-menopausa e tomaram o medicamento durante 24 semanas. Resta saber se o comprimido feminino terá a mesma aceitação do masculino.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Homem é promovido três vezes mais do que mulher
Pamela Lopes
Entre as quase 1.600 pessoas promovidas a cargos de gerência ou diretoria,apenas 23% são mulheres. Vale lembrar que a pesquisa incluiu mais de 70 empresas consideradas as maiores do país .
Regina Vaz, especialista em relacionamentos e consultora empresarial explica o que a pesquisa apontou: “As mulheres estão investindo mais na carreira, mas ainda há aquele homem que ocupa o cargo mais alto e dá preferência ao indivíduo do mesmo sexo. A mulher sempre percorre um caminho mais longo do que o homem para alcançar um cargo de destaque, talvez até por puro preconceito”.
Homens são promovidos até três vezes mais do que mulheres, constatou uma pesquisa realizada pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal.
Entre as quase 1.600 pessoas promovidas a cargos de gerência ou diretoria,apenas 23% são mulheres. Vale lembrar que a pesquisa incluiu mais de 70 empresas consideradas as maiores do país .
Regina Vaz, especialista em relacionamentos e consultora empresarial explica o que a pesquisa apontou: “As mulheres estão investindo mais na carreira, mas ainda há aquele homem que ocupa o cargo mais alto e dá preferência ao indivíduo do mesmo sexo. A mulher sempre percorre um caminho mais longo do que o homem para alcançar um cargo de destaque, talvez até por puro preconceito”.
Tudo bem meninas, essa situação é passageira. Quer dizer, tomara que seja mesmo. Enquanto os homens são mais promovidos, por competência ou machismo, quem vai saber, as mulheres investem mais em educação, prova disso é que somos maioria nas universidades.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Reta final das modernas, mas nem tanto
Estamos na reta final da elaboração de nosso livro-reportagem "Moderna, mas nem tanto". Continuamos atentas aos acontecimentos diários no universo feminino, conhecendo novas histórias e compreendendo ainda mais os desejos das mulheres hoje. Nos últimos dias, porém, estamos nos dedicando também aos detalhes da produção de nosso trabalho.
Diagramação, arte e impressão do livro são algumas das questões que estão em andamento. Separamos imagens de mulheres que nos contam suas histórias, para que os leitores conheçam um pouco mais dessas personagens. Além disso, fizemos um ensaio fotográfico, com colaboração do fotógrafo Bruno Bocchini, de imagens que buscam representar a mulher moderna.
O resultado final estará disponível em breve. Aguardem!
Diagramação, arte e impressão do livro são algumas das questões que estão em andamento. Separamos imagens de mulheres que nos contam suas histórias, para que os leitores conheçam um pouco mais dessas personagens. Além disso, fizemos um ensaio fotográfico, com colaboração do fotógrafo Bruno Bocchini, de imagens que buscam representar a mulher moderna.
O resultado final estará disponível em breve. Aguardem!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Caça as bruxas
Pamela Lopes
Esses dias me peguei pensando se o período de caça as bruxas estava de volta. Estranho foi que em menos de uma semana ouvi outras três mulheres falando sobre isso. Pois é, o caso da menina da saia rosa continua e a faculdade dando seu atestado de burrice expulsou e reintegrou a aluna em menos de uma semana.
Para quem não sabe, caça as bruxas foi o período, da idade média e moderna, em que as mulheres eram perseguidas e jogadas na fogueira, por causa de qualquer motivo que a Igreja e a Corte da época julgasse forte o suficiente para matá-las, mas que na realidade não passava de preconceito e ignorância.
Das mais de 50 mil mulheres mortas, pouco lembramos. Mas talvez essa menina tenha aparecido para mostrar que pouco mudou de lá pra cá. Nas ruas ainda se houve que a culpa é dela por usar um vestido curto. Ora, que ironia... Culpar a vítima ao invés de punir as centenas de pessoas que a agrediram verbalmente e quase que fisicamente.
Talvez muitos não pensem dessa maneira, mas se hoje o comprimento da roupa qualifica uma moça como prostituta, amanhã veremos nossas filhas sendo obrigadas a casar virgem e quem sabe até nossas netas perderão todo o espaço e a liberdade que estamos conquistando.
Mulheres, cuidado, nós somos a maior vítima do machismo que nós mesmas cultivamos.
Esses dias me peguei pensando se o período de caça as bruxas estava de volta. Estranho foi que em menos de uma semana ouvi outras três mulheres falando sobre isso. Pois é, o caso da menina da saia rosa continua e a faculdade dando seu atestado de burrice expulsou e reintegrou a aluna em menos de uma semana.
Para quem não sabe, caça as bruxas foi o período, da idade média e moderna, em que as mulheres eram perseguidas e jogadas na fogueira, por causa de qualquer motivo que a Igreja e a Corte da época julgasse forte o suficiente para matá-las, mas que na realidade não passava de preconceito e ignorância.
Das mais de 50 mil mulheres mortas, pouco lembramos. Mas talvez essa menina tenha aparecido para mostrar que pouco mudou de lá pra cá. Nas ruas ainda se houve que a culpa é dela por usar um vestido curto. Ora, que ironia... Culpar a vítima ao invés de punir as centenas de pessoas que a agrediram verbalmente e quase que fisicamente.
Talvez muitos não pensem dessa maneira, mas se hoje o comprimento da roupa qualifica uma moça como prostituta, amanhã veremos nossas filhas sendo obrigadas a casar virgem e quem sabe até nossas netas perderão todo o espaço e a liberdade que estamos conquistando.
Mulheres, cuidado, nós somos a maior vítima do machismo que nós mesmas cultivamos.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Cresce o número de grávidas acima dos 30 anos
Carolina Mischiatti
Cursar a faculdade, ter uma boa posição no emprego, manter um bom relacionamento amoroso, ter uma vida financeira tranquila. Cada vez mais mulheres preferem construir uma vida estável antes de dar um dos passos mais importantes de suas vidas: engravidar.
Cresce o número de mulheres que optam por engravidar depois dos 30. O que antes era considerado gravidez de alto risco, tem se tornado cada vez mais comum entre as brasileiras. Dados do IBGE mostram que de 1991 até 2000, houve um aumento de 27% no número de grávidas por volta dos 40 anos.
É aconselhável que uma mulher que pretenda ser mãe tardiamente, procure um médico com cerca de três meses de antecedência, para realizar exames que diagnostiquem se ela está com a saúde em dia. Isso porque, apesar dos avanços da medicina, as chances de engravidar diminuem com o passar dos anos, pois os óvulos se tornam menos capazes de serem fecundados. Enquanto até os 30 anos a chance mensal é de 20%, depois dos 40, estima-se em apenas 5% as chances de engravidar, ao mês. Além disso, aumenta a probabilidade de aborto espontâneo.
Outra complicação mais comum nas grávidas acima dos 35 anos é a má formação do feto, em que o bebê pode ter Síndrome de Down ou até mesmo ocasionar um aborto espontâneo.
Mas os riscos não devem desanimar as futuras mamães. Assim como demonstra a pesquisa do IBGE, optar pela maternidade depois dos 30 está cada vez mais comum e com acompanhamento médico e um bom pré-natal é possível dar a luz na hora que decidir. Exemplos de famosas não faltam. Entre elas, Nicole Kidman, Cássia Kiss, Sílvia Poppovic, Myriam Rios...
Cursar a faculdade, ter uma boa posição no emprego, manter um bom relacionamento amoroso, ter uma vida financeira tranquila. Cada vez mais mulheres preferem construir uma vida estável antes de dar um dos passos mais importantes de suas vidas: engravidar.
Cresce o número de mulheres que optam por engravidar depois dos 30. O que antes era considerado gravidez de alto risco, tem se tornado cada vez mais comum entre as brasileiras. Dados do IBGE mostram que de 1991 até 2000, houve um aumento de 27% no número de grávidas por volta dos 40 anos.
É aconselhável que uma mulher que pretenda ser mãe tardiamente, procure um médico com cerca de três meses de antecedência, para realizar exames que diagnostiquem se ela está com a saúde em dia. Isso porque, apesar dos avanços da medicina, as chances de engravidar diminuem com o passar dos anos, pois os óvulos se tornam menos capazes de serem fecundados. Enquanto até os 30 anos a chance mensal é de 20%, depois dos 40, estima-se em apenas 5% as chances de engravidar, ao mês. Além disso, aumenta a probabilidade de aborto espontâneo.
Outra complicação mais comum nas grávidas acima dos 35 anos é a má formação do feto, em que o bebê pode ter Síndrome de Down ou até mesmo ocasionar um aborto espontâneo.
Mas os riscos não devem desanimar as futuras mamães. Assim como demonstra a pesquisa do IBGE, optar pela maternidade depois dos 30 está cada vez mais comum e com acompanhamento médico e um bom pré-natal é possível dar a luz na hora que decidir. Exemplos de famosas não faltam. Entre elas, Nicole Kidman, Cássia Kiss, Sílvia Poppovic, Myriam Rios...
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Minissaia
Pamela Lopes
Aluna é hostilizada por usar minissaia em São Paulo. É assim que um grande portal dá a notícia:
“Uma aluna do curso de turismo da Universidade Bandeirantes, campus de São Bernardo do Campo, no ABC, na Grande São Paulo, teve que deixar a instituição de ensino escoltada pela Polícia Militar. A estudante foi alvo de ofensas de colegas, que a chamaram de "vagabunda", por estar usando uma minissaia. Alguns jovens chegaram a cercá-la e a intimidá-la”
Uma minissaia, alunos com alma de vândalos e uma aluna que não vai mais as aulas com medo. Mais que isso: uma situação que reflete uma sociedade sem respeito pela liberdade e pelos direitos das mulheres.
Quantas mulheres foram à luta para garantir que fossemos donas de nossos corpos? Quer dizer que uma mulher não pode se vestir como bem entende sem sofrer preconceito?
PRECONCEITO.
Toda mulher deveria sair pelas ruas defendendo essa garota. Mas não. Ainda vivemos em um mundo repleto de mulheres machistas, em que é mais fácil rotular de puta do que abraçar a causa de outra mulher.
Isso me dá saudade de ver as moças da Jovem Guarda quebrando as regras para poderem mostrar suas pernas e das mulheres do feminismo, que lutaram tanto e hoje parecem esquecidas em meio a atitudes como essa!
Fonte: globo.com
Aluna é hostilizada por usar minissaia em São Paulo. É assim que um grande portal dá a notícia:
“Uma aluna do curso de turismo da Universidade Bandeirantes, campus de São Bernardo do Campo, no ABC, na Grande São Paulo, teve que deixar a instituição de ensino escoltada pela Polícia Militar. A estudante foi alvo de ofensas de colegas, que a chamaram de "vagabunda", por estar usando uma minissaia. Alguns jovens chegaram a cercá-la e a intimidá-la”
Uma minissaia, alunos com alma de vândalos e uma aluna que não vai mais as aulas com medo. Mais que isso: uma situação que reflete uma sociedade sem respeito pela liberdade e pelos direitos das mulheres.
Quantas mulheres foram à luta para garantir que fossemos donas de nossos corpos? Quer dizer que uma mulher não pode se vestir como bem entende sem sofrer preconceito?
PRECONCEITO.
Toda mulher deveria sair pelas ruas defendendo essa garota. Mas não. Ainda vivemos em um mundo repleto de mulheres machistas, em que é mais fácil rotular de puta do que abraçar a causa de outra mulher.
Isso me dá saudade de ver as moças da Jovem Guarda quebrando as regras para poderem mostrar suas pernas e das mulheres do feminismo, que lutaram tanto e hoje parecem esquecidas em meio a atitudes como essa!
Fonte: globo.com
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
A menina e a enchente - uma história de superação
Natacha Braido
“Nasci numa casa em Santo André em que dava uma super enchente. Meu pai assalariado, trabalhando sozinho. Normalmente em cada enchente a gente perdia tudo, tudo que tinha dentro de casa. Aí tinha que recomeçar, comprar tudo de novo. Depois eu fui trabalhar, estudar e sempre me mantive. Aí casei vim morar em São Caetano, você sabe o que é isso, pra uma criança que saiu da enchente? Vim morar num apartamento no 12º andar. Eu saia na janela e não acreditava que era eu. Você acredita nisso? Parece bobeira, não parece? Mas aquela menininha, que limpava enchente... A vida da umas guinadas que são muito interessantes.”
As palavras emocionadas de Maria Cristina Moreno, 49, ao relembrar sua infância fazem parte da nossa jornada de descobertas. A história de Cristina foi uma entre as muitas que nos emocionaram e nos permitiu dar início ao trabalho.
Ouvimos relatos sobre todos os assuntos: infância sofrida, casamentos que não deram certo, casamentos que estão para acontecer, escolhas entre família e marido, acontecimentos trágicos, doenças, liberdade e homossexualidade.
Algumas histórias foram contadas com sacrifício por lembrarem algo ruim. Outras contadas com emoção por serem vividas novamente. Mas todas transmitindo sensações incríveis.
Não é por sermos mulheres, mas não poderíamos escolher outro assunto mais intrigante e emocionante para escrever um livro. Cada mulher traz consigo uma lembrança, seja ela boa ou ruim, que faz parte da sua história de vida.
Maria Cristina abriu seu mundo para nós. Em uma tarde de inverno sentimos também a sensação de perder tudo na enchente. Saímos na janela do 12º andar e vimos a vida de um lugar tão alto que a água jamais alcançará.
A história da Maria Cristina completa estará no nosso livro. Obrigada Cristina por nos ensinar que a vida pode ser do jeito que a gente quiser se tivermos forças para lutar!
“Nasci numa casa em Santo André em que dava uma super enchente. Meu pai assalariado, trabalhando sozinho. Normalmente em cada enchente a gente perdia tudo, tudo que tinha dentro de casa. Aí tinha que recomeçar, comprar tudo de novo. Depois eu fui trabalhar, estudar e sempre me mantive. Aí casei vim morar em São Caetano, você sabe o que é isso, pra uma criança que saiu da enchente? Vim morar num apartamento no 12º andar. Eu saia na janela e não acreditava que era eu. Você acredita nisso? Parece bobeira, não parece? Mas aquela menininha, que limpava enchente... A vida da umas guinadas que são muito interessantes.”
As palavras emocionadas de Maria Cristina Moreno, 49, ao relembrar sua infância fazem parte da nossa jornada de descobertas. A história de Cristina foi uma entre as muitas que nos emocionaram e nos permitiu dar início ao trabalho.
Ouvimos relatos sobre todos os assuntos: infância sofrida, casamentos que não deram certo, casamentos que estão para acontecer, escolhas entre família e marido, acontecimentos trágicos, doenças, liberdade e homossexualidade.
Algumas histórias foram contadas com sacrifício por lembrarem algo ruim. Outras contadas com emoção por serem vividas novamente. Mas todas transmitindo sensações incríveis.
Não é por sermos mulheres, mas não poderíamos escolher outro assunto mais intrigante e emocionante para escrever um livro. Cada mulher traz consigo uma lembrança, seja ela boa ou ruim, que faz parte da sua história de vida.
Maria Cristina abriu seu mundo para nós. Em uma tarde de inverno sentimos também a sensação de perder tudo na enchente. Saímos na janela do 12º andar e vimos a vida de um lugar tão alto que a água jamais alcançará.
A história da Maria Cristina completa estará no nosso livro. Obrigada Cristina por nos ensinar que a vida pode ser do jeito que a gente quiser se tivermos forças para lutar!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Histórias de mulheres
Joyce Cunha
Desde o início do ano, quando definimos o tema do nosso trabalho de conclusão do curso, acompanhamos o que há de novo no mundo feminino. Em todo o mundo, independente de questões culturais, as mulheres são notícia diariamente.
Encontramos informações de todos os tipos. Não é difícil localizar dados sobre pesquisas que anunciam que a vida sexual traz benefícios à saúde da mulher ou até mesmo sobre os conflitos das mulheres que enfrentam problemas por não conseguir conciliar vida profissional e os cuidados com a família.
Ao iniciar a última etapa de nosso trabalho, reunimos o material que trabalhamos durante o ano. São depoimentos de mulheres de diversos estilos e idades e especialistas de diferentes áreas, além de pesquisas relacionadas ao tema.
Pode parecer estranho, mas apesar de haver uma quantidade grande de informações não é simples contar sobre as conquistas e dramas dessas mulheres. Durante as entrevistas sentimos a emoção das personagens. Observamos seus gestos, suas roupas, o corte do cabelo, a cor das unhas, os porta-retratos de suas casas.
Ao reproduzir trechos de suas vidas, sentimos novamente a emoção. Percebemos simplicidade e extravagância no desejo dessas mulheres, alegrias e sofrimentos que já viveram ou ainda vivem. Histórias que nos inspiram e compõe o roteiro de nosso livro-reportagem “Moderna, mas nem tanto”.
Desde o início do ano, quando definimos o tema do nosso trabalho de conclusão do curso, acompanhamos o que há de novo no mundo feminino. Em todo o mundo, independente de questões culturais, as mulheres são notícia diariamente.
Encontramos informações de todos os tipos. Não é difícil localizar dados sobre pesquisas que anunciam que a vida sexual traz benefícios à saúde da mulher ou até mesmo sobre os conflitos das mulheres que enfrentam problemas por não conseguir conciliar vida profissional e os cuidados com a família.
Ao iniciar a última etapa de nosso trabalho, reunimos o material que trabalhamos durante o ano. São depoimentos de mulheres de diversos estilos e idades e especialistas de diferentes áreas, além de pesquisas relacionadas ao tema.
Pode parecer estranho, mas apesar de haver uma quantidade grande de informações não é simples contar sobre as conquistas e dramas dessas mulheres. Durante as entrevistas sentimos a emoção das personagens. Observamos seus gestos, suas roupas, o corte do cabelo, a cor das unhas, os porta-retratos de suas casas.
Ao reproduzir trechos de suas vidas, sentimos novamente a emoção. Percebemos simplicidade e extravagância no desejo dessas mulheres, alegrias e sofrimentos que já viveram ou ainda vivem. Histórias que nos inspiram e compõe o roteiro de nosso livro-reportagem “Moderna, mas nem tanto”.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
A VEZ DAS MULHERES

Pamela Lopes
Para escrever o livro "Moderna, mas nem tanto" mergulhamos no universo feminino. Imagine só: quatro mulheres entrevistando mais de dezenas de personagens e especialistas sobre amor, filhos, carreira, problemas e muitos outros assuntos do cotidiano das mulheres. Mais do que pautas, assuntos e temas, nesta pesquisa encontramos um pouco mais de nós mesmas.
O livro ainda não está finalizado, mas entre as muitas conclusões que chegamos uma com certeza é inquestionável: As mulheres se destacam mais a cada dia, seja em casa, no trabalho, enfim, no mundo. Alguns estudiosos, em suas entrevistas, nos afirmaram que este é o século da mulher. Nós vamos mais longe: este é o milênio da mulher.
Rose Marie Muraro, grande nome do feminismo no Brasil, fez questão de afirmar a essencialidade do papel feminino. Sueli Castillo, psicóloga e terapeuta de casais, explicou como a mulher é responsável pela formação do comportamento dos homens. Regina Vaz, especialista em relacionamentos, nos contou como a mulher influenciou toda a história e, principalmente, as revoluções do último século.
Mas não foi apenas em discursos acadêmicos e teóricos que descobrimos o quanto as mulheres são fortes e sensíveis, inteligentes e sonhadoras, mais do que isso: vencedoras. Encontramos histórias de vidas que dariam um livro ao conversar com mulheres que muitas vezes passam despercebidas pelas ruas.
Para nós, quatro jovens estudantes, é uma honra poder escrever esse livro, que retrata um pouco de cada mulher. Ainda estamos no começo, mas já podemos garantir que você vai adorar ler. E se você quiser participar, o nosso blog ainda está aberto. Se você tem alguma sugestão ou depoimento, envie para o email tccmulheres@gmail.com
Obrigada!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Tendências para primavera/verão 2010
O calor está chegando e com ele as novidades do mundo da moda.
Durante os próximos meses, as cores predominantes serão o azul, o verde, o amarelo, o vermelho e o roxo. De acordo com vários estilistas, a aposta é para os vestidos, inclusive o longo, que deve ser usado com rasteirinha.
Não adianta tentar ser discreta. A moda pede vestidos coloridos, florais, e também em desenhos geométricos.
Cintos e faixas podem ser usados sobre os vestidos para marcar a silhueta ou para dar beleza à peça. Para as mulheres altas, a faixa deve ser usada próxima à cintura. Para as mulheres mais baixinhas, pode ser usada abaixo dos seios, pois isso causa a impressão que a silhueta foi alongada.
Mas o que vale mesmo é lembrar que isso são apenas tendências. Cada mulher deve se sentir bem com a roupa que veste, sem perder seu estilo.
Durante os próximos meses, as cores predominantes serão o azul, o verde, o amarelo, o vermelho e o roxo. De acordo com vários estilistas, a aposta é para os vestidos, inclusive o longo, que deve ser usado com rasteirinha.
Não adianta tentar ser discreta. A moda pede vestidos coloridos, florais, e também em desenhos geométricos.
Cintos e faixas podem ser usados sobre os vestidos para marcar a silhueta ou para dar beleza à peça. Para as mulheres altas, a faixa deve ser usada próxima à cintura. Para as mulheres mais baixinhas, pode ser usada abaixo dos seios, pois isso causa a impressão que a silhueta foi alongada.
Mas o que vale mesmo é lembrar que isso são apenas tendências. Cada mulher deve se sentir bem com a roupa que veste, sem perder seu estilo.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Nós realmente que somos complicadas?
Carolina Mischiatti
Nessa altura do nosso trabalho, em fase de escrever o livro, sobra pouco tempo para ler emails divertidos. Um deles, entretanto, chamou nossa atenção esta semana. É que a maioria dos homens considera nós, mulheres, “complicadas demais”. Pois bem, as frases a seguir, de um autor desconhecido, são bem interessantes, pois mostram como sociedade nos julga, mas sem nos dar opção. Talvez por isso ser mulher e agradar a todos seja tão difícil.
Se a gente se insinua, é mulher atirada. Se a gente fica na nossa, tá dando uma de difícil.
Se a gente aceita transar no início do relacionamento, é mulher fácil. Se a gente não quer ainda, tá fazendo doce.
Se a gente põe limitações no namoro, é autoritária. Se concorda com o que ele diz, é uma tonta, sem opinião.
Se a mulher batalha por estudos e profissões, é uma ambiciosa. Se não tá nem aí pra isso, é dondoca.
Se a gente adora conversar sobre política ou economia, é feminista. Se não se liga nesses assuntos, é alienada.
Se a mulher corre para matar uma barata, não é feminina. Se corre de uma barata, é uma medrosa.
Se a gente aceita tudo na cama, é vagabunda. Se não aceita, é fresca.
Se a mulher ganhar menos que o homem, tá querendo ser sustentada. Se ganhar mais, tá querendo humilhá-lo.
Se a gente adora roupas e cosméticos, é narcisista. Se não gosta, é sapatão, ou no mínimo desleixada.
Se sai mais cedo do trabalho, folgada. Se sai mais tarde, tá dando para o chefe. Se faz hora-extra, é gananciosa.
Se gosta de TV, é fútil. Se gosta de livros, tá dando uma de intelectual.
Se a mulher quer ter cinco filhos, é uma louca, inconsequente. Mas se só quer um, é uma egoísta, que não tem senso maternal.
Se a gente se aborrecer com certas atitudes dele, é uma mulher dominadora. Se aceitar tudo o que ele faz, é submissa.
Se a gente gosta de rock, é doida chapada. Se gosta de música romântica, é brega. Se gosta de música eletrônica, é porra louca.
Se a gente faz uma cena de ciúme, certamente é neurótica. Mas se não faz, não sabe defender seu amor.
Se a gente fala mais alto do que ele, é uma descontrolada. Se a gente fala mais baixo, é subserviente.
Pô! E depois ainda dizem que mulher é que é complicada.
Nessa altura do nosso trabalho, em fase de escrever o livro, sobra pouco tempo para ler emails divertidos. Um deles, entretanto, chamou nossa atenção esta semana. É que a maioria dos homens considera nós, mulheres, “complicadas demais”. Pois bem, as frases a seguir, de um autor desconhecido, são bem interessantes, pois mostram como sociedade nos julga, mas sem nos dar opção. Talvez por isso ser mulher e agradar a todos seja tão difícil.
Se a gente se insinua, é mulher atirada. Se a gente fica na nossa, tá dando uma de difícil.
Se a gente aceita transar no início do relacionamento, é mulher fácil. Se a gente não quer ainda, tá fazendo doce.
Se a gente põe limitações no namoro, é autoritária. Se concorda com o que ele diz, é uma tonta, sem opinião.
Se a mulher batalha por estudos e profissões, é uma ambiciosa. Se não tá nem aí pra isso, é dondoca.
Se a gente adora conversar sobre política ou economia, é feminista. Se não se liga nesses assuntos, é alienada.
Se a mulher corre para matar uma barata, não é feminina. Se corre de uma barata, é uma medrosa.
Se a gente aceita tudo na cama, é vagabunda. Se não aceita, é fresca.
Se a mulher ganhar menos que o homem, tá querendo ser sustentada. Se ganhar mais, tá querendo humilhá-lo.
Se a gente adora roupas e cosméticos, é narcisista. Se não gosta, é sapatão, ou no mínimo desleixada.
Se sai mais cedo do trabalho, folgada. Se sai mais tarde, tá dando para o chefe. Se faz hora-extra, é gananciosa.
Se gosta de TV, é fútil. Se gosta de livros, tá dando uma de intelectual.
Se a mulher quer ter cinco filhos, é uma louca, inconsequente. Mas se só quer um, é uma egoísta, que não tem senso maternal.
Se a gente se aborrecer com certas atitudes dele, é uma mulher dominadora. Se aceitar tudo o que ele faz, é submissa.
Se a gente gosta de rock, é doida chapada. Se gosta de música romântica, é brega. Se gosta de música eletrônica, é porra louca.
Se a gente faz uma cena de ciúme, certamente é neurótica. Mas se não faz, não sabe defender seu amor.
Se a gente fala mais alto do que ele, é uma descontrolada. Se a gente fala mais baixo, é subserviente.
Pô! E depois ainda dizem que mulher é que é complicada.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Salto alto na adolescência

Carolina Mischiatti
No dia 21 de setembro a filha dos atores Tom Cruise e Katie Holmes, Suri, foi vista passeando com sua mãe pelas ruas de Boston (EUA) calçando sapatinhos de salto. O detalhe é que a garota tem apenas três anos. O flagrar da garotinha virou assunto em grande parte da imprensa internacional.
Aqui no Brasil não é mais novidade ver adolescentes que começam a usar salto alto ou anabella entre os 12 e 13 anos de idade. Entanto o uso precoce desse tipo de sapato pode causar problemas a curto prazo. De acordo com a fisioterapeuta Patrícia Pezzan, que realizou um estudo para sua tese de mestrado na USP, meninas que fazem uso freqüente de salto alto demonstram os primeiros sintomas negativos em apenas um ano.
Os principais problemas são relacionados à má postura. O efeito do salto alto de arrebitar o bumbum é um dos vilões, pois provoca desvios na lombar e no osso da pélvis. O efeito “X” aparece da cintura para baixo, porque ao tentar se equilibrar no salto a mulher aproxima os joelhos e curva os pés para fora. E isso se reflete em malefícios para os músculos e articulações. É ele (“X”) também que ajuda a desgastar mais as partes externas do sapato.
Mas como é difícil achar mulheres que resistam a esse tipo de salto, a fisioterapeuta da a dica. Não é preciso parar de usar salto alto, apenas não começar a usá-los tão cedo, nem abusar do calçado, deixando-o para ocasiões especiais, é a dica de Patrícia. Assim, é possível manter o corpo bem, mesmo quando descer do salto.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Mulher moderna
Pamela Lopes
Maria é uma típica mulher moderna. Acorda às 6h da manhã. Prepara o café da manhã da família e leva os filhos para escola. Trabalha o dia todo em um escritório. Quando sai do trabalho, passa no mercado, busca as crianças no colégio, chega em casa, arruma tudo, prepara o jantar, espera o marido e dorme!
Ana é ainda mais moderna. Não quis casar e optou por ser mãe solteira. Pós-graduada, ocupa um cargo de destaque em uma multinacional, que conseguiu após muitas batalhas. Toda sexta-feira sai com as amigas para se divertir e deixa o filho com a avó. Não quis casar, mas quer encontrar um amor.
Helena não trabalha. Realizou o sonho de muitas mulheres ao encontrar o marido rico. Quando sai, ou vai fazer compras ou vai ao salão de beleza. Largou a profissão para viver a vida de dona de casa. Quando vai ao clube com as amigas faz questão de dizer que foi preciso ser muito moderna para mudar de vida de repente.
Cada mulher tem seu estilo, suas vontades e seus sonhos. Todos os dias, nós mulheres, somos bombardeadas com milhares de exemplos a seguir, mostrando como ser moderna, feliz e bem-sucedida. Ter ou não ter filhos? Casar, namorar, ficar sozinha? Carreira em primeiro ou em último plano?
Como ser feliz? Como ser uma profissional de sucesso? Como ter uma família perfeita? Como manter a saúde? Como ser independente? Você quer ser independente? Você quer uma família? Você é moderna?
A partir de hoje, o blog “Moderna, mas nem tanto” está aberto a todas as mulheres que quiserem contar sua história de vida e mostrar como resolvem as questões do dia a dia, como lutam por seus sonhos e como estão escrevendo a história da mulher no século XXI.
Participe. Você não vai se arrepender!
Maria é uma típica mulher moderna. Acorda às 6h da manhã. Prepara o café da manhã da família e leva os filhos para escola. Trabalha o dia todo em um escritório. Quando sai do trabalho, passa no mercado, busca as crianças no colégio, chega em casa, arruma tudo, prepara o jantar, espera o marido e dorme!
Ana é ainda mais moderna. Não quis casar e optou por ser mãe solteira. Pós-graduada, ocupa um cargo de destaque em uma multinacional, que conseguiu após muitas batalhas. Toda sexta-feira sai com as amigas para se divertir e deixa o filho com a avó. Não quis casar, mas quer encontrar um amor.
Helena não trabalha. Realizou o sonho de muitas mulheres ao encontrar o marido rico. Quando sai, ou vai fazer compras ou vai ao salão de beleza. Largou a profissão para viver a vida de dona de casa. Quando vai ao clube com as amigas faz questão de dizer que foi preciso ser muito moderna para mudar de vida de repente.
Cada mulher tem seu estilo, suas vontades e seus sonhos. Todos os dias, nós mulheres, somos bombardeadas com milhares de exemplos a seguir, mostrando como ser moderna, feliz e bem-sucedida. Ter ou não ter filhos? Casar, namorar, ficar sozinha? Carreira em primeiro ou em último plano?
Como ser feliz? Como ser uma profissional de sucesso? Como ter uma família perfeita? Como manter a saúde? Como ser independente? Você quer ser independente? Você quer uma família? Você é moderna?
A partir de hoje, o blog “Moderna, mas nem tanto” está aberto a todas as mulheres que quiserem contar sua história de vida e mostrar como resolvem as questões do dia a dia, como lutam por seus sonhos e como estão escrevendo a história da mulher no século XXI.
Participe. Você não vai se arrepender!
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